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    Como começar a investir?

    Nesse artigo explicaremos os conceitos e opções disponíveis para você que pretende começar a investir de forma correta.

    Começar a investir porque?

    Começar a investir não se resume apenas ao quanto você recebe mensalmente para aplicar, isso porque sua estabilidade financeira está amplamente ligada a sua relação com o dinheiro.

    Dessa forma, ao realizar diferentes tipos de investimentos, você conquista diversos benefícios a curto, médio e longo prazo, mas,  é preciso saber lidar com o seu capital, isso quer dizer, saber administrar e multiplicar.

    De uma maneira bem simples, podemos dizer que o ato de investir é quando você aplica seu capital com a expectativa de mais ganhos no futuro, seja um rendimento sobre o dinheiro investido como juros, dividendos e lucros.

    Esse retorno pode ser em curto, médio ou longo prazo, as possibilidades para começar a investir podem ser várias, mas a maior parte das pessoas arranjam desculpas como:

    • Estou sem tempo para pesquisar os melhores investimentos;
    • Tenho medo de perder tudo que eu tenho;
    • Acho esse tema um tédio;

    Vocês concordam? você sabe o que o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o fundador da Microsoft, Bill Gates, e o investidor Warren Buffet têm em comum?

    Os três dedicam tempo diário para estudar. Seja lendo trinta minutos por dia, seis horas por dia, ou um livro por semana, eles reconhecem a importância de buscar conhecimento. E, mesmo tendo das rotinas mais ocupadas, encontram tempo para aprender.

    Esse comportamento precisa mudar. Afinal, empregar as suas reservas financeiras desde cedo, traz mais liberdade para que você consiga fazer o que deseja e também pode te garantir uma maior estabilidade e autonomia.

    Existe um método para começar a investir?

    Não faltam vídeos no youtube sobre como começar a investir no mercado financeiro, muitos especialistas na TV falando de educação financeira, e com certeza você tem alguém próximo que está investindo em algum fundo ou até mesmo no tesouro direto que é a porta de entrada para investidores iniciantes.

    Falta o famoso “empurrãozinho” que você ainda não teve para entrar no site do Tesouro Direto, pesquisar sobre como funciona o mercado de ações, abrir conta em uma corretora de valores, e muito mais, eu sei. Calma, porque os passos fundamentais deste artigo vão servir como um guia.

    1) Começar a investir: Montando sua reserva de emergência

    Antes de continuar lendo esse artigo, uma pergunta: você já montou sua reserva de emergência? Segundo educadores financeiros, este é o primeiro passo antes de se pensar em saltos maiores. 

    Objetivamente, reserva de emergência é um montante que você acumula capaz de pagar as suas despesas mensais fixas por um período, caso você deixe de ter uma renda repentinamente ou se seus custos aumentarem muito por algum motivo que não estava previsto.

    Ela deve contemplar de 06 a 12 meses do seu custo de vida pessoal e também deve render acima do CDI, para que o valor guardado não perca seu poder de compra para a inflação. 

    Mas não se engane: ter uma reserva financeira não é importante apenas para os empresários. Todas as pessoas precisam e devem se planejar para compor um fundo de emergência.

    Afinal, todo mundo corre o risco de ser demitido repentinamente, de ter que gastar muito com remédios e atendimento hospitalar caso fique doente ou ainda de ter que pagar o conserto do carro em caso de quebra ou acidente.

    Algumas opções de reserva de emergência são: CDB ou LCI com liquidez diária acima de 100% do CDI, fundos de renda fixa do tipo DI e Tesouro Selic (este último deve ser bem analisado devido à rentabilidade negativa apresentada nos últimos meses), vale lembrar que a selic obteve um ajuste de 2% para 2,75% a.a.

    2)Começar a investir: Perfil de Investidor

    Para começar a investir é necessário realizar o teste de suitability, ou seja, uma avaliação obrigatória para descobrir qual o seu perfil de investidor.

    Oferecido pelos bancos e corretoras financeiras no momento de abertura da conta, ele mede os riscos que você está disposto a correr. Nele, são feitas perguntas que variam entre o tempo da aplicação financeira, nível de conhecimentos sobre o mercado e objetivos.

    Depois de preenchido o teste, você se enquadra em um dos perfis de investidor e, a partir disso, a corretora e/ou banco disponibiliza os produtos correspondentes ao seu tipo de perfil.

    Sempre que quiser você poderá atualizar seu perfil preenchendo novamente o formulário. Lembrando que o perfil é atribuído de acordo com uma nota ponderada a partir das suas respostas e de algumas informações cadastrais.

    3) Começar a investir: Aportando mensalmente

    O aporte mensal é uma estratégia muito utilizada por investidores que têm foco no longo prazo e desejam alcançar a independência financeira por meio de suas aplicações.

    Reservar pelo menos 25% dos seus ganhos mensais para poder aplicar é o mais indicado para quem quer começar a investir.

    Finalmente, é preciso ficar atento às taxas de corretagem cobradas pela sua corretora, fundo de investimento, banco ou gestora. Isso porque, se você pretende investir valores muito pequenos todos os meses, a rentabilidade pode ser corroída pelas taxas. O ideal, nesse caso, é procurar instituições que não cobrem.

    Começar a investir: Renda Fixa

    Investimentos em renda fixa costumam fazer parte do portfólio de qualquer investidor, desde aquele com perfil conservador até o mais arrojado, que está disposto a correr mais riscos em troca de uma remuneração maior. Esse “fenômeno” acontece porque, apesar de se tratar de uma categoria de produtos que oferece um retorno menor, é a que garante mais segurança para a carteira de investimentos.

    Algumas opções para investir R$ 1.000 em renda fixa prefixada são:

    CDB

    Certificado de Depósito Bancário, com prazo predeterminado e que pode ser emitido por bancos comerciais, múltiplos ou de desenvolvimento, ou então pela Caixa Econômica Federal para pessoas físicas ou jurídicas. Tem a garantia do FGC para aplicações até R$ 250.000.

    LCI e LCA 

    Letras de Crédito Imobiliário ou do Agronegócio, são títulos de renda fixa isentos de Imposto de Renda; neles, você empresta seu dinheiro para as instituições bancárias financiarem projetos de desenvolvimento do setor da construção civil ou do agronegócio, e também há a proteção do FGC.

    Tesouro Direto Prefixado

    títulos emitidos pelo Governo Federal com uma taxa de retorno já conhecida no momento da aplicação. Com investimento mínimo necessário abaixo dos R$ 40, é possível agendar o reinvestimento nos títulos em que há juros semestrais, aumentando o rendimento porém, não há a garantia do FGC;

    Debêntures

    Títulos emitidos por empresas na Bolsa de Valores com o objetivo de captação de crédito, com remuneração prefixada ou então pós-fixada em IPCA e CDI. Como o risco aqui é em tese maior, os debêntures podem oferecer maior retorno aos investidores, com alguns títulos negociados abaixo de R$ 1.000; consulte o site da sua corretora de investimentos para pesquisar e saber mais.

    Começar a investir: Fundos de investimentos

    Os fundos de investimentos formam uma modalidade de aplicação financeira que reúne recursos de diversos cotistas. Esses cotistas aplicam em uma cesta de ativos variada, de mercados diferentes, e pagam um valor a uma terceira parte para gerenciar os recursos. Em resumo, os fundos de investimentos são estruturas formalizadas de investimento coletivo.

    Fundos de renda fixa

    Os fundos de renda fixa tem sua carteira composta por, no mínimo, 80% dos investimentos em renda fixa, como títulos públicos (Tesouro Direto, Letras de Crédito Imobiliário, entre outros) ou títulos privados (debêntures, CDB e outros). A maioria dos fundos de renda fixa são indexados, ou seja, buscam seguir um determinado indicador, como o CDI.

    Fundos de ações

    Eles possuem pelo menos 67% dos seus ativos em ações da Bolsa de Valores, podendo se expor a um ou mais segmentos de acordo com o objetivo do fundo – existem, por exemplo, fundos de investimento de ações (FIA) aplicados apenas em small caps, com maior volatilidade e riscos.

    Fundos multimercado

    Os fundos multimercado oferecem mais flexibilidade para o gestor, pois podem ser compostos de papéis de diversos setores. Apesar de as ações serem maioria, eles também possuem títulos de renda fixa. Isso faz com que esses fundos sejam uma forma mais segura para começar a investir em ações. 

    São uma boa opção para quem deseja começar a investir em renda variável com um pequeno aporte inicial, a partir de R$ 100. Nesse tipo, vale observar atentamente o perfil de cada gestor, para escolher a carteira que melhor atenda às suas necessidades.

    Fundos cambiais

    Conhecidos pela proteção fornecida à exposição em moeda estrangeira, os fundos cambiais possuem 80% do seu patrimônio investido em cotações de moedas internacionais, sendo os mais conhecidos os fundos cambiais em dólar

    Fundo em Ouro

    Outra opção de hedge da carteira, os fundos atrelados à cotação do ouro podem ser uma boa opção para proteger o dinheiro em caso de aumento da inflação. Além disso, os fundos de investimento de ouro são mais acessíveis e fáceis de negociar do que realizar a compra efetiva do metal precioso.

    Começar a investir: Ações

    Você já pensou em se tornar sócio de uma empresa? É possível começar a investir  a partir da compra de ações na bolsa de valores. Também é viável buscar lucros no curto prazo especulando na compra e venda das ações.

    As ações se referem, basicamente, a uma parte do capital social de um negócio. Elas existem quando uma empresa opta por abrir capital na bolsa de valores. Ou seja, a companhia tem interesse em receber acionistas.

    De modo geral, a abertura de capital é motivada pelo desejo de atrair recursos para o negócio e possibilitar seu crescimento.

    Ao emitir ações e disponibilizá-las para investidores, a empresa recebe uma grande injeção de dinheiro para utilizar em suas atividades, investimentos, pagamento de dívidas etc.

    Assim, as Ações representam uma pequena parcela de participação na sociedade de uma empresa. Ao comprar um “papel” – termo muito utilizado para as ações -, o investidor se torna sócio da companhia, podendo fazer parte da distribuição dos seus lucros e da sua valorização ao longo do tempo.

    Além de investir para o longo prazo e se manter sócio da empresa por um tempo, também é possível realizar especulação. Ela consiste em operar a compra e venda de ações para aproveitar as oscilações nos preços dos papéis.

    ETF

    ETF (Exchange Traded Fund) é uma forma eficiente de começar investir em ações, que se destaca pela diversificação e baixo custo. Na prática, são fundos que representam índices e são negociados em bolsa de valores.

    Permitem acessar mercados amplos, sem a necessidade (e o custo) de comprar cada ativo individualmente. Enquanto no Brasil os ETFs vão lentamente ganhando espaço, em economias desenvolvidas são ativos muito difundidos — nos Estados Unidos, são negociados desde 1993 e correspondem a mais de 2 trilhões de dólares investidos.

    O principal apelo dos ETFs está no baixo custo e na exposição a diferentes mercados e setores, o que faz do ativo uma opção interessante para compor carteiras diversificadas.

    Há diferentes tipos de ETFs listados na B3, sendo que a sua principal diferença para as ações é que há o pagamento de 15% de Imposto de Renda no lucro obtido na venda desses títulos.

    Não há o pagamento de dividendos ou JCP nos ETFs, sendo que esse dinheiro é reinvestido no patrimônio do próprio índice.

    Começar a investir: Fundos imobiliários

    FIIs, ou fundos de investimento imobiliário, são constituídos por cotas acessíveis a qualquer investidor que tenha cadastro em uma corretora de valores. Essas cotas são parte de um capital investido em ativos imobiliários, e são negociadas no livre mercado da bolsa de valores.

    Então, cada indivíduo que comprar cotas de um FII, detém o direito de receber parte do rendimento desse fundo, proporcionalmente ao número de cotas que possuir. Todavia, o lucro dos fundos imobiliários é proveniente das receitas dos ativos pertencentes ao fundo.

    No Brasil, atualmente, existem cerca de 486 FIIs ativos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    O lucro com os aluguéis é uma das formas de rentabilizar o capital investido pelo fundo. Outra forma de investimento é a aquisição de títulos de renda fixa atrelados a empreendimentos do setor imobiliário.

    Entretanto, apesar de um investidor ser o titular das cotas que possui, ele não pode exercer qualquer direito real sobre os ativos. Esse papel é de responsabilidade do gestor do fundo imobiliário.

    Os ativos que compõem um FII, em sua maioria, são imóveis como:

    • Shopping centers e Hotéis;
    • Edifícios comerciais/Lajes Corporativas;
    • Universidades e Hospitais;
    • Galpões logístico/Industrial;
    • Condomínios residenciais.

    Esses ativos são geridos pelo administrador do fundo e gestor, que detém o poder de exercer o direito real sobre os imóveis que fazem parte do patrimônio.

    Dicas extras para começar a investir

    Para você começar a investir, quero deixar algumas dicas que ajudará na sua caminhada como investidor. A jornada do mundo dos investimentos começa agora na sua vida!

    Diversifique 

    Todo investimento está sujeito a algum tipo de risco. Mesmo aplicações consideradas extremamente seguras podem sofrer perdas. Essas perdas podem ser causadas pela volatilidade nos investimentos, mudanças regulatórias ou até mesmo por alguma intervenção do governo.

    Por isso, um princípio básico do gerenciamento de riscos é não concentrar os recursos em um único investimento. A prática ideal é distribuí-los entre ativos distintos, que não sejam influenciados pelos mesmos fatores.

    Conheça os custos das aplicações

    O valor relativo às taxas de administração, IR, IOF, prazo de pagamento do tributo e rentabilidade real fazem toda a diferença no resultado líquido. Atente a esse quesito para garantir a remuneração máxima.

    Monitore seus investimentos

    O rendimento só é interessante quando for real, ou seja, após o desconto da inflação. É assim que você evita perder o seu poder de compra. Por isso, sempre analise a taxa de juros que receberá ou o indexador ao qual a aplicação está vinculada e considere o IPCA para ter uma ideia do retorno líquido que obterá.

    Acompanhe a economia

    O contexto político e econômico interfere nos investimentos. Cuide das variações para evitar perdas. Entre elas, está a queda na Selic (taxa básica de juros), que determina a redução do CDI e, em muitos casos, a diminuição do seu rendimento.

    Comece já!

    Como vimos, é simples começar a investir na bolsa de valores mesmo com pouco dinheiro. Assim, não se esqueça de que construir patrimônio na Bolsa de Valores é um objetivo realizável.

    Porém, exige conhecimento, disciplina, esforço, experiência e muito controle emocional. Lembre-se de que uma das boas práticas ao iniciar os seus investimentos na bolsa de valores é ter sempre o foco no longo prazo e se ver como sócio do negócio.

    Comece traçando um planejamento, pois isso ajuda para que você tenha controle em momentos de ansiedade e impaciência. Até porque querer lucro imediato e se jogar em aplicações sem pensar em gestão de risco pode ser prejudicial para o seu bolso.

    Ao ter esse tipo de pensamento, a tendência é que você escolha os melhores ativos para a sua carteira ao invés de ficar tentando acertar qual ação vai ‘decolar’ no curto prazo.

    Espero que com essa leitura, você tenha entendido que é possível trilhar o caminho rumo à independência financeira.

    Indicação de leitura: PLANO DE GASTOS CONSCIENTE: UMA NOVA PERSPECTIVA PARA ORÇAMENTOS.

    Igor Ramoshttps://jovenseempreendedores.com/author/igorramos
    Administrador formado pela universidade Anhanguera com foco em logística, MBA em Gestão financeira pela fundação Santo André e educador financeiro.

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